sábado, 6 de novembro de 2010

Ajustes, Casal legalizado, amigos Binários


Eu vi na internet hoje, em um daqueles artigos idiotas de internet, que a vida fica muito mais indigesta quando não nos definimos metas.

E é isso que eu venho tentando fazer nestes últimos tempos.... Não defini-la em si, mas sim "ajustá-las".

Durante toda a minha vida, eu tive o hábito de buscar planejar e metrificar todo o meu futuro. O que eu iria fazer. O quanto do meu tempo eu dedicaria aos esportes. O quanto da minha atenção eu dedicaria à minha família. E etc etc etc. Mas eu aprendi, com o tempo, que conforme vamos ficando mais velhos, vai ficando cada vez mais e mais difícil de fazer essas escolhas. Elas vão ficando abstratas demais, sabe?

Mas, convenhamos, fica muito mais fácil de acreditar nessas previsões quando elas começam a sair do plano das ideias apenas para passarem a participar do plano da interação e das coisas 'factuais'. E essa foi uma semana ótima pra isso!

Só nesta semana eu e a Line contamos sobre nós a nossos pais. E, por mais que as expectativas fossem contrárias, eles foram super receptivos! E agora, com todos sabendo, estamos legalizados! \o/ rs... E acredito que em meados de janeiro do ano que vem eu já deva estar indo para lá, vê-la.... O mais engraçado é que, depois de tanto tempo estando receosos quanto à reação deles, nós acabamos percebendo que nós é que temos "mentalidade de tio"! Poxa, eles aceitaram muito mais rápido do que nós mesmos! rsrs....

Anyway, folks. É isso...

Ademais, viciei em assistir Chuck (eu realmente me identifiquei com a série) e decidi mesmo sair do pet e começar a me aplicar mais nos estudos -tantos em finanças quanto nas matérias das quais preciso de nota.

É isso... (e agora é só, mesmo)


Amplexos, amigos binários....

o/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sábado, Domingo e Segunda-feira!


Hoje reclamaram de novo sobre o aspecto melancólico do blog... rsrs... Penso que já devem me achar um gótico - ou um suicida em potencial. Mas não é isso, gente... A questão é que eu só escrevo nele quando estou triste... há apenas umas poucas exceções, como estas de hoje. E então é totalmente natural que, no grosso modo, o blog faça me parecer deprimido, mas não o sou. Sou bastante risonho até. Acontece apenas que não vejo razão pra ficar escrevendo enquanto estou feliz.

Anyway... Este foi um fim de semana carregado de bastante "significados" para mim.

No sábado à noite, ao sair com alguns antigos amigos para assistir Tropa de Elite 2 e por o papo em dia, cheguei em casa um pouco depois das 11h da noite...

No domingo de manhã, sonhei com minha irmã. Foi a terceira vez em que sonhei com ela desde sua morte, e a primeira em que não acordei assustado. Foi até um pouco "estranho". Eu não gosto de atribuir valores a sonhos. Mas eu fiquei muuuuito³³³ emocionado por estar sonhando com ela.

Estávamos numa varanda. Eu e alguns familiares. Era um lugar aberto e que dava acesso à entrada de uma casa. Havia algo em torno de umas sete ou dez pessoas. Era noite e todos notaram quando um carro estacionou do outro lado da rua. Todos pararam de falar sobre aquilo de que falavam e foram, correndo, até o outro lado da rua.
E eu não não fui exceção.
A chegada dela foi uma surpresa para todos nós. Ninguém esperava por isso! Lembro-me então de estar trazendo-a nos braços até meus pais - no cômodo inicial. Mas o estranho é que já não era mais ela. Ela parecia muito mais velha, e eu atribuía aquilo às sessões de quimioterapia. A sensação que tinha era de que esperávamos pelo fim do tratamento dela há muito, muito tempo. Eu pensava em um milhão de coisas para perguntar a ela. E o sentimento era único. Sentia como se ela houvesse voltado da morte. Como se a esperança de uma mãe fosse atendida, ao ver a filha sendo salva da morte certa.

Sei que não dá para simplesmente dizer o que eu pensava. E talvez isso sequer pudesse ser dito em palavras. Mas o que eu sentia por estar ali, com ela, não tinha explicação. Era algo único.

Uma vez ouvi dizer que os sonhos não duram mais do que três segundos. E foi o que pareceu. Acordei tão logo quanto comecei a sonhar. E, e está aqui a parte estranha, eu tentei me agarrar ao sonho. Senti estar acordando e tentei lutar contra isso. Mas já era um ponto sem volta. Fiquei durante algumas horas pensando a respeito, sem conseguir dormir....

Depois de acordado - de muitas horas de reflexão -, senti que, embora tenha passado muito tempo já, eu ainda a queria de volta. E talvez até hoje haja uma parte de mim que ainda espera que ela volte....

(....)

Na segunda-feira à noite, aconteceu algo bom...
Como sabido por todos aqueles que acompanham minha vida pessoal, eu estou gostando de alguém. E nosso caso é, digamos, particular. rs... Precisaremos do aval dos pais para começarmos a ter algo sério. E isso será um tanto quanto "difícil" de se conseguir. Mas ontem aconteceu algo pelo qual eu não esperava. ELA contou à mãe dela sobre nós! Eu esperava tudo, menos tanta receptvidade assim... E confesso que até agora eu estou um pouco incrédulo com isso tudo. O famoso "quando a esmola é grande, o santo desconfia". Sei que eu estou longe demais pra ser santo, e ela longe demais de ser esmola, mas o meu lado sarcástico não me deixa acreditar que tenha sido "tão fácil" assim. Passamos quase dez meses esperando total repressão por parte dela, e encontramos apenas receptividade e bom humor!
Ela me pareceu uma pessoa legal, embora eu sinta que não tenha lhe causado uma impressão tão boa... Mas acho também que ela não vai se opor a nós dois... agora resta a parte mais complicada... trabalhar os 2/3, rs...

Isso fica para outra data... Espero que seja entre quarta-feira (amanhã) e domingo (depois de depois de depois de depois de amanhã)

Wait, folks....

Amplexos...

Planos, Revisões, Bússola...



Já faz um tempão que não escrevo nada aqui... Resolvi deixar umas palavras...


Pois é, fim de semana prolongado! E põe "prolongado" nisso, estive em casa desde quinta-feira! Maravilha, não?!

Eu fiz uma planta em 3D para uma amiga, sai com uns velhos amigos, recebi a visita de um antigo e bom amigo! Sonhei com minha irmã na manhã de domingo - foi o terceiro sonho desde sua morte, e o primeiro que não foi um pesadelo. Fui com meu pai ao cemitério vê-la no domingo à tarde. E hoje fui com ele a um outro cemitério, para levarmos velas para minhas falecidas tias.

Pode parecer ter sido um fim de semana agitado, mas não foi. Foi bem tranquilo até. Não fiz nem metade do que pretendia fazer. Mas deu para descansar. E para por umas ideias no lugar...

Eu tenho andado meio insatisfeito com a faculdade... não sabia bem o porquê, mas acho que estou descobrindo. Decidi me desligar de um dos meus compromissos e até tentar iniciar outros.

A vida é curta demais pra que a gastemos com algo chato... rs A questão não é ser ou não chato. Mas eu preciso dormir, sabe?! É dificil se comprometer com tantas coisas quando mal se tem tempo até para dormir!

Anyway... algo está errado. Eu tenho uma ideia vaga do que eu quero pra mim. Mas ainda não sei muito bem como chegar lá. Preciso de uma sulfite e minha boa e velha lapiseira... rs Eu sempre gostei de por no papel as ideias. De algum modo, que eu não sei bem como, isso me ajuda a ver melhor a situação. Uma vez vi o presidente da Amil dando entrevista a um programa de tv, e ele dizia que, uma vez por ano, a Amil oferecia uma viagem aos filhos de alguns funcionários, e ele dizia a eles então coisas como a importância de se sonhar grande, de fazer por merecer e coisas do gênero... mas, o mais legal, é que ele dizia que era importante que as pessoas soubessem definir isso entre objetivos fim e objetivos meio. Algo como "onde eu quero chegar?" e "o que eu tenho feito para chegar lá?".

Eu quero fazer isso. Quero poder colocar isso num pedaço de papel e pendurar na parede do meu quarto. Seria um N para a ponta da minha bússola...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dia Complicado...


Sabe aqueles dias em que você sente que não deveria ter saído de casa? Que não deveria sequer ter saído da cama? Pois é, pra mim hoje foi um dia desses.

Não, não houve temporal e eu nem fui atacado por macacos voadores, mas antes fosse. Após ficar dois dias em casa me recuperando do fim de semana e tentando repor a matéria atrasada, descubro, logo cedo, que eu tive a proeza de conseguir tirar a PIOR nota da sala em uma matéria - a qual não vem ao caso dizer o nome agora. Eu sei que merecia uma nota baixa, porque fui a pouquíssimas aulas e mal estudei para a prova, mas isso já é demais!

Estou decepcionado comigo mesmo - e só o fato de ter dito isso tudo aqui já demonstra que o resto do meu amor próprio já se perdeu há algum tempo.

A questão não é a nota em si, sabe?

Meu dia dura 20h (VINTE HORAS) - um pouco mais até - e ainda assim eu sinto que não tenho tempo para nada! Eu tenho tentado conciliar as coisas... família, amigos, diversão, relacionamento, hobbys, compromissos... mas não tem dado.

Fico com a impressão de que nada do que faço é reconhecido, de que nada acontece como eu gostaria que acontecesse. Como se o mundo começasse a girar, de um instante para o outro, em sentido contrário, me fazendo parecer um idiota correndo contra a multidão.

Então quer saber... Dane-se o mundo! Vou voltar à minha rotina... Com os meus prazos, com os meus compromissos, com os meus reconhecimentos próprios. Porque agi assim por 19 anos e até então funcionou muito bem, e não vai ser agora que isso vai mudar.

Eu sei que em meio ao meu dia eu tive momentos agradáveis ao lado de pessoas realmente fantásticas, e todo esse desabafo não é para nenhuma delas. Mas eu realmente me desapontei com a atitude de alguns hoje...

De fato, expectativas altas geram frustrações, mas chegar ao ponto em que quase toda e qualquer expectativa acaba te frustrando é ir além disso... Não sei mais o que pensar... Talvez o problema esteja apenas em mim...

Sem mais por hoje...
Preciso de um tempo para mim... para poder pensar sem ter medo das críticas.

Até mais, pessoas...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Carta do Eu de Ontem para o Eu de Hoje


Sejamos sinceros, eu assusto às vezes! Mas agora EU me assustei comigo mesmo!

Eu estava revirando alguns textos antigos, me lamuriando por ter parado de escrever (estou tentando voltar, então aguardem...) e de repente achei esta jóia rara reescrita abaixo. Sei que se passou pouco mais de um ano, mas para mim foi algo de um impacto tal que cheguei a me comover.

Bom, é isso... Na época, palavras minhas, para mim mesmo, mas hoje abro-as a vocês também:


"Busco, por meio destas palavras, deixar um recado de mim para mim; do hoje, para o amanhã. E faço-o sob o medo de que o tempo roube-me, não um dia, mas sim dois, três, quatro, uma vida! Uma vida de lembranças, de saudades, pois a mente e o tempo são eternos rivais, amigo. Travam uma eterna batalha surda e muda, na qual este sempre vence. E eis então a razão pela qual eu tive tal iniciativa. Mas se faz necessário ainda deixar claro que esta não é uma ideia propriamente minha. Tive muitas ao longo da vida, é verdade, mas esta, infelizmente, não foi uma delas. Esta eu conheci por meio de um livro, uma narrativa mais interessante pelas reflexões do que pela história narrada. Mas me orgulho em dizer que não foi uma ideia roubada, mas sim aprendia. Por isso, apesar de não citar-lhe o nome, deixo aqui meu sincero agradecimento a este autor que me vendeu tal ideia.

-Apenas mais uma nota antes de começar a narrativa:

Não sei como você está agora, ao ler esta carta, mas espero que esteja feliz. Espero que tenha tido tempo para passear a cavalo, para ver seus pais envelhecerem, seu irmão crescer e espero até que tenha tido tempo para crescer mais um pouco. Espero que tenha conseguido casar-se com uma bela mulher, que tenha tido seus dois filhos tão desejados e receados, que tenha feito a casa que tanto sonhara por tanto, tanto tempo. E mais do que tudo, espero que não tenha esquecido-se de quem você é: um sonhador. Posso dizer hoje, julho de 2009, que orgulho-me do que você se tornou.

1)Morte da Suelen: aprendi a valorizar e respeitar mais o próximo.

2)Desemprego do pai: conheci limitações e aprendi a valorizar mais aquilo que temos.

3)Notícia do fim do tratamento: medo de perder alguém, sentimento de impotência.

4)Bronquite: custei muito a meus pais.

5)Distanciamento de pais e amigos: distanciei-me de todos à minha volta"


Fantástico, não?! Indico que façam também!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Que fim de semana hein!


Sexta, sábado, domingo, segunda e terça em casa! De folga! Descansando....

É isso o que as pessoas costumam esperar de um feriado prolongado: descanso! E foi isso que eu tive do meu... Mas em grande parte, e não por completo.

Um feriado "cotidianamente agitado" seria como eu o descreveria.

Porque, muito embora eu tenha ficado em casa boa parte do tempo, este foi, de fato, um dos fins de semana mais reveladores da minha vida! Vou fazer uma síntese do que me aconteceu:
  1. o notebook que comprei veio quebrado e descobri que terei de esperar por mais de uma semana para que me enviem outro
  2. vi meu irmão ficar histérico
  3. bateram no carro do meu pai
  4. eu passei o fim de semana todo falando com a Line (e esta foi, de longe, a parte mais interessante e 'surpreendente')

EU NÃO VOU CONTAR O QUE FIQUEI SABENDO DELA. Mas é impossível negar que o que ela me disse mudou, E MUITO, minha percepção sobre ela. Ainda continuo achando-a fantástica e excepcionalmente linda, mas agora eu a vejo com outros olhos. E não olhos de dó, piedade, medo ou qualquer coisa assim. Eu apenas a vejo com outros olhos. Como se a parte bonita dela tivesse ficado mais bonita, e não por ter mudado, mas por ter se feito assim, tal como é, mesmo depois de todas essas experiências...

O que eu achei realmente engraçado (e curioso) é que passamos realmente a confiar mais alguém apenas quando percebemos que somos dignos de confiança frente a essa pessoa. E foi isso que ela me fez sentir neste fim de semana. Ela confiou em mim. E agora, mais do que nunca, eu vejo que também posso confiar nela. E que quero confiar nela.

Estamos escrevendo nossa história ainda, mas, depois deste fim de semana, eu quero não só ser a pessoa com quem ela irá dividir o lápis, mas também a pessoa a quem ela vai confiar a borracha... para apagarmos, juntos, alguns rabiscos e reescrevermos as linhas ruins, em linhas boas...

Até a próxima página, people!

sábado, 25 de setembro de 2010

Uma ceia natalina


Há algum tempo que havia abandonado estas letras das minhas páginas. Há algum tempo que havia abandonado estas páginas da minha vida. Mas elas retornaram... Retornaram do âmago mais relutante em mim e vieram correndo aos meus pensamentos. Fizeram-se água. Fizeram-me beber dela, embora não quisesse, embora não pudesse mais. Mas, que culpa tenho se não controlo as gotas d’água que caem do meu céu? Talvez toda a culpa. Acusado por um júri injusto, ausente, onipotente. E o que eu faço? O que faço se nem minha sombra segue-me mais? É como se meus medos perdessem o medo de mim, então se familiarizam, acham-se meus amigos e me acompanham. Não perguntam. Não opinam. Apenas seguem-me. Dou um passo adiante e vejo meus medos, ou os traços deles, desenharem-se por trás de mim... Eu corro. Corro e corro. Mas quanto mais ando, maiores são os traços deles. É como dar vida à luz da esperança, que, diante a um belo pôr-do-sol, é condenada a caminhar para sempre, como se não possuísse o direito de descanso, como se não possuísse o direito de tardar, sendo sempre fadada a fugir das sombras do poente. Palavra engraçada essa. Poente. Mais seria um poeta decadente. Bem como o sol diante à morte do dia, vê-se um livro inteiro, com suas palavras e gravuras, destoando-se de linhas e margens. Um mundo inteiro, por fim, tomado pela negritude da noite.

E nesta noite de hoje... Caramba! Que noite! Que dias tem sido estes?! Não me parece que o natal aproxima-se, não consigo ouvir os sinos de Deus, não consigo ver o cintilar do pisca-pisca, nem a estrela de Maomé. Os anjos? O natal leva os anjos embora. Leva-os de nós sem pedir permissão, leva-os de nós, mas nos deixa embrulhadas, sob o pinheiro seco, embalagens, algumas amarrotadas, outras enquadras ou até bem emolduradas, todas caixinhas de presentes. Eis as lembranças. Ora, o natal é bom! Veja as lembranças! E as bolas vinho tinto? Refletem os olhos da humanidade... Vermelho de choro, escuro, impuro... e se me perguntarem sobre o que acho do natal, direi, sem hesitação, já tenho lembranças de mais sob minha árvore e anjos demais além do meu céu.