quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dia Complicado...


Sabe aqueles dias em que você sente que não deveria ter saído de casa? Que não deveria sequer ter saído da cama? Pois é, pra mim hoje foi um dia desses.

Não, não houve temporal e eu nem fui atacado por macacos voadores, mas antes fosse. Após ficar dois dias em casa me recuperando do fim de semana e tentando repor a matéria atrasada, descubro, logo cedo, que eu tive a proeza de conseguir tirar a PIOR nota da sala em uma matéria - a qual não vem ao caso dizer o nome agora. Eu sei que merecia uma nota baixa, porque fui a pouquíssimas aulas e mal estudei para a prova, mas isso já é demais!

Estou decepcionado comigo mesmo - e só o fato de ter dito isso tudo aqui já demonstra que o resto do meu amor próprio já se perdeu há algum tempo.

A questão não é a nota em si, sabe?

Meu dia dura 20h (VINTE HORAS) - um pouco mais até - e ainda assim eu sinto que não tenho tempo para nada! Eu tenho tentado conciliar as coisas... família, amigos, diversão, relacionamento, hobbys, compromissos... mas não tem dado.

Fico com a impressão de que nada do que faço é reconhecido, de que nada acontece como eu gostaria que acontecesse. Como se o mundo começasse a girar, de um instante para o outro, em sentido contrário, me fazendo parecer um idiota correndo contra a multidão.

Então quer saber... Dane-se o mundo! Vou voltar à minha rotina... Com os meus prazos, com os meus compromissos, com os meus reconhecimentos próprios. Porque agi assim por 19 anos e até então funcionou muito bem, e não vai ser agora que isso vai mudar.

Eu sei que em meio ao meu dia eu tive momentos agradáveis ao lado de pessoas realmente fantásticas, e todo esse desabafo não é para nenhuma delas. Mas eu realmente me desapontei com a atitude de alguns hoje...

De fato, expectativas altas geram frustrações, mas chegar ao ponto em que quase toda e qualquer expectativa acaba te frustrando é ir além disso... Não sei mais o que pensar... Talvez o problema esteja apenas em mim...

Sem mais por hoje...
Preciso de um tempo para mim... para poder pensar sem ter medo das críticas.

Até mais, pessoas...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Carta do Eu de Ontem para o Eu de Hoje


Sejamos sinceros, eu assusto às vezes! Mas agora EU me assustei comigo mesmo!

Eu estava revirando alguns textos antigos, me lamuriando por ter parado de escrever (estou tentando voltar, então aguardem...) e de repente achei esta jóia rara reescrita abaixo. Sei que se passou pouco mais de um ano, mas para mim foi algo de um impacto tal que cheguei a me comover.

Bom, é isso... Na época, palavras minhas, para mim mesmo, mas hoje abro-as a vocês também:


"Busco, por meio destas palavras, deixar um recado de mim para mim; do hoje, para o amanhã. E faço-o sob o medo de que o tempo roube-me, não um dia, mas sim dois, três, quatro, uma vida! Uma vida de lembranças, de saudades, pois a mente e o tempo são eternos rivais, amigo. Travam uma eterna batalha surda e muda, na qual este sempre vence. E eis então a razão pela qual eu tive tal iniciativa. Mas se faz necessário ainda deixar claro que esta não é uma ideia propriamente minha. Tive muitas ao longo da vida, é verdade, mas esta, infelizmente, não foi uma delas. Esta eu conheci por meio de um livro, uma narrativa mais interessante pelas reflexões do que pela história narrada. Mas me orgulho em dizer que não foi uma ideia roubada, mas sim aprendia. Por isso, apesar de não citar-lhe o nome, deixo aqui meu sincero agradecimento a este autor que me vendeu tal ideia.

-Apenas mais uma nota antes de começar a narrativa:

Não sei como você está agora, ao ler esta carta, mas espero que esteja feliz. Espero que tenha tido tempo para passear a cavalo, para ver seus pais envelhecerem, seu irmão crescer e espero até que tenha tido tempo para crescer mais um pouco. Espero que tenha conseguido casar-se com uma bela mulher, que tenha tido seus dois filhos tão desejados e receados, que tenha feito a casa que tanto sonhara por tanto, tanto tempo. E mais do que tudo, espero que não tenha esquecido-se de quem você é: um sonhador. Posso dizer hoje, julho de 2009, que orgulho-me do que você se tornou.

1)Morte da Suelen: aprendi a valorizar e respeitar mais o próximo.

2)Desemprego do pai: conheci limitações e aprendi a valorizar mais aquilo que temos.

3)Notícia do fim do tratamento: medo de perder alguém, sentimento de impotência.

4)Bronquite: custei muito a meus pais.

5)Distanciamento de pais e amigos: distanciei-me de todos à minha volta"


Fantástico, não?! Indico que façam também!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Que fim de semana hein!


Sexta, sábado, domingo, segunda e terça em casa! De folga! Descansando....

É isso o que as pessoas costumam esperar de um feriado prolongado: descanso! E foi isso que eu tive do meu... Mas em grande parte, e não por completo.

Um feriado "cotidianamente agitado" seria como eu o descreveria.

Porque, muito embora eu tenha ficado em casa boa parte do tempo, este foi, de fato, um dos fins de semana mais reveladores da minha vida! Vou fazer uma síntese do que me aconteceu:
  1. o notebook que comprei veio quebrado e descobri que terei de esperar por mais de uma semana para que me enviem outro
  2. vi meu irmão ficar histérico
  3. bateram no carro do meu pai
  4. eu passei o fim de semana todo falando com a Line (e esta foi, de longe, a parte mais interessante e 'surpreendente')

EU NÃO VOU CONTAR O QUE FIQUEI SABENDO DELA. Mas é impossível negar que o que ela me disse mudou, E MUITO, minha percepção sobre ela. Ainda continuo achando-a fantástica e excepcionalmente linda, mas agora eu a vejo com outros olhos. E não olhos de dó, piedade, medo ou qualquer coisa assim. Eu apenas a vejo com outros olhos. Como se a parte bonita dela tivesse ficado mais bonita, e não por ter mudado, mas por ter se feito assim, tal como é, mesmo depois de todas essas experiências...

O que eu achei realmente engraçado (e curioso) é que passamos realmente a confiar mais alguém apenas quando percebemos que somos dignos de confiança frente a essa pessoa. E foi isso que ela me fez sentir neste fim de semana. Ela confiou em mim. E agora, mais do que nunca, eu vejo que também posso confiar nela. E que quero confiar nela.

Estamos escrevendo nossa história ainda, mas, depois deste fim de semana, eu quero não só ser a pessoa com quem ela irá dividir o lápis, mas também a pessoa a quem ela vai confiar a borracha... para apagarmos, juntos, alguns rabiscos e reescrevermos as linhas ruins, em linhas boas...

Até a próxima página, people!