sábado, 6 de novembro de 2010

Ajustes, Casal legalizado, amigos Binários


Eu vi na internet hoje, em um daqueles artigos idiotas de internet, que a vida fica muito mais indigesta quando não nos definimos metas.

E é isso que eu venho tentando fazer nestes últimos tempos.... Não defini-la em si, mas sim "ajustá-las".

Durante toda a minha vida, eu tive o hábito de buscar planejar e metrificar todo o meu futuro. O que eu iria fazer. O quanto do meu tempo eu dedicaria aos esportes. O quanto da minha atenção eu dedicaria à minha família. E etc etc etc. Mas eu aprendi, com o tempo, que conforme vamos ficando mais velhos, vai ficando cada vez mais e mais difícil de fazer essas escolhas. Elas vão ficando abstratas demais, sabe?

Mas, convenhamos, fica muito mais fácil de acreditar nessas previsões quando elas começam a sair do plano das ideias apenas para passarem a participar do plano da interação e das coisas 'factuais'. E essa foi uma semana ótima pra isso!

Só nesta semana eu e a Line contamos sobre nós a nossos pais. E, por mais que as expectativas fossem contrárias, eles foram super receptivos! E agora, com todos sabendo, estamos legalizados! \o/ rs... E acredito que em meados de janeiro do ano que vem eu já deva estar indo para lá, vê-la.... O mais engraçado é que, depois de tanto tempo estando receosos quanto à reação deles, nós acabamos percebendo que nós é que temos "mentalidade de tio"! Poxa, eles aceitaram muito mais rápido do que nós mesmos! rsrs....

Anyway, folks. É isso...

Ademais, viciei em assistir Chuck (eu realmente me identifiquei com a série) e decidi mesmo sair do pet e começar a me aplicar mais nos estudos -tantos em finanças quanto nas matérias das quais preciso de nota.

É isso... (e agora é só, mesmo)


Amplexos, amigos binários....

o/

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sábado, Domingo e Segunda-feira!


Hoje reclamaram de novo sobre o aspecto melancólico do blog... rsrs... Penso que já devem me achar um gótico - ou um suicida em potencial. Mas não é isso, gente... A questão é que eu só escrevo nele quando estou triste... há apenas umas poucas exceções, como estas de hoje. E então é totalmente natural que, no grosso modo, o blog faça me parecer deprimido, mas não o sou. Sou bastante risonho até. Acontece apenas que não vejo razão pra ficar escrevendo enquanto estou feliz.

Anyway... Este foi um fim de semana carregado de bastante "significados" para mim.

No sábado à noite, ao sair com alguns antigos amigos para assistir Tropa de Elite 2 e por o papo em dia, cheguei em casa um pouco depois das 11h da noite...

No domingo de manhã, sonhei com minha irmã. Foi a terceira vez em que sonhei com ela desde sua morte, e a primeira em que não acordei assustado. Foi até um pouco "estranho". Eu não gosto de atribuir valores a sonhos. Mas eu fiquei muuuuito³³³ emocionado por estar sonhando com ela.

Estávamos numa varanda. Eu e alguns familiares. Era um lugar aberto e que dava acesso à entrada de uma casa. Havia algo em torno de umas sete ou dez pessoas. Era noite e todos notaram quando um carro estacionou do outro lado da rua. Todos pararam de falar sobre aquilo de que falavam e foram, correndo, até o outro lado da rua.
E eu não não fui exceção.
A chegada dela foi uma surpresa para todos nós. Ninguém esperava por isso! Lembro-me então de estar trazendo-a nos braços até meus pais - no cômodo inicial. Mas o estranho é que já não era mais ela. Ela parecia muito mais velha, e eu atribuía aquilo às sessões de quimioterapia. A sensação que tinha era de que esperávamos pelo fim do tratamento dela há muito, muito tempo. Eu pensava em um milhão de coisas para perguntar a ela. E o sentimento era único. Sentia como se ela houvesse voltado da morte. Como se a esperança de uma mãe fosse atendida, ao ver a filha sendo salva da morte certa.

Sei que não dá para simplesmente dizer o que eu pensava. E talvez isso sequer pudesse ser dito em palavras. Mas o que eu sentia por estar ali, com ela, não tinha explicação. Era algo único.

Uma vez ouvi dizer que os sonhos não duram mais do que três segundos. E foi o que pareceu. Acordei tão logo quanto comecei a sonhar. E, e está aqui a parte estranha, eu tentei me agarrar ao sonho. Senti estar acordando e tentei lutar contra isso. Mas já era um ponto sem volta. Fiquei durante algumas horas pensando a respeito, sem conseguir dormir....

Depois de acordado - de muitas horas de reflexão -, senti que, embora tenha passado muito tempo já, eu ainda a queria de volta. E talvez até hoje haja uma parte de mim que ainda espera que ela volte....

(....)

Na segunda-feira à noite, aconteceu algo bom...
Como sabido por todos aqueles que acompanham minha vida pessoal, eu estou gostando de alguém. E nosso caso é, digamos, particular. rs... Precisaremos do aval dos pais para começarmos a ter algo sério. E isso será um tanto quanto "difícil" de se conseguir. Mas ontem aconteceu algo pelo qual eu não esperava. ELA contou à mãe dela sobre nós! Eu esperava tudo, menos tanta receptvidade assim... E confesso que até agora eu estou um pouco incrédulo com isso tudo. O famoso "quando a esmola é grande, o santo desconfia". Sei que eu estou longe demais pra ser santo, e ela longe demais de ser esmola, mas o meu lado sarcástico não me deixa acreditar que tenha sido "tão fácil" assim. Passamos quase dez meses esperando total repressão por parte dela, e encontramos apenas receptividade e bom humor!
Ela me pareceu uma pessoa legal, embora eu sinta que não tenha lhe causado uma impressão tão boa... Mas acho também que ela não vai se opor a nós dois... agora resta a parte mais complicada... trabalhar os 2/3, rs...

Isso fica para outra data... Espero que seja entre quarta-feira (amanhã) e domingo (depois de depois de depois de depois de amanhã)

Wait, folks....

Amplexos...

Planos, Revisões, Bússola...



Já faz um tempão que não escrevo nada aqui... Resolvi deixar umas palavras...


Pois é, fim de semana prolongado! E põe "prolongado" nisso, estive em casa desde quinta-feira! Maravilha, não?!

Eu fiz uma planta em 3D para uma amiga, sai com uns velhos amigos, recebi a visita de um antigo e bom amigo! Sonhei com minha irmã na manhã de domingo - foi o terceiro sonho desde sua morte, e o primeiro que não foi um pesadelo. Fui com meu pai ao cemitério vê-la no domingo à tarde. E hoje fui com ele a um outro cemitério, para levarmos velas para minhas falecidas tias.

Pode parecer ter sido um fim de semana agitado, mas não foi. Foi bem tranquilo até. Não fiz nem metade do que pretendia fazer. Mas deu para descansar. E para por umas ideias no lugar...

Eu tenho andado meio insatisfeito com a faculdade... não sabia bem o porquê, mas acho que estou descobrindo. Decidi me desligar de um dos meus compromissos e até tentar iniciar outros.

A vida é curta demais pra que a gastemos com algo chato... rs A questão não é ser ou não chato. Mas eu preciso dormir, sabe?! É dificil se comprometer com tantas coisas quando mal se tem tempo até para dormir!

Anyway... algo está errado. Eu tenho uma ideia vaga do que eu quero pra mim. Mas ainda não sei muito bem como chegar lá. Preciso de uma sulfite e minha boa e velha lapiseira... rs Eu sempre gostei de por no papel as ideias. De algum modo, que eu não sei bem como, isso me ajuda a ver melhor a situação. Uma vez vi o presidente da Amil dando entrevista a um programa de tv, e ele dizia que, uma vez por ano, a Amil oferecia uma viagem aos filhos de alguns funcionários, e ele dizia a eles então coisas como a importância de se sonhar grande, de fazer por merecer e coisas do gênero... mas, o mais legal, é que ele dizia que era importante que as pessoas soubessem definir isso entre objetivos fim e objetivos meio. Algo como "onde eu quero chegar?" e "o que eu tenho feito para chegar lá?".

Eu quero fazer isso. Quero poder colocar isso num pedaço de papel e pendurar na parede do meu quarto. Seria um N para a ponta da minha bússola...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dia Complicado...


Sabe aqueles dias em que você sente que não deveria ter saído de casa? Que não deveria sequer ter saído da cama? Pois é, pra mim hoje foi um dia desses.

Não, não houve temporal e eu nem fui atacado por macacos voadores, mas antes fosse. Após ficar dois dias em casa me recuperando do fim de semana e tentando repor a matéria atrasada, descubro, logo cedo, que eu tive a proeza de conseguir tirar a PIOR nota da sala em uma matéria - a qual não vem ao caso dizer o nome agora. Eu sei que merecia uma nota baixa, porque fui a pouquíssimas aulas e mal estudei para a prova, mas isso já é demais!

Estou decepcionado comigo mesmo - e só o fato de ter dito isso tudo aqui já demonstra que o resto do meu amor próprio já se perdeu há algum tempo.

A questão não é a nota em si, sabe?

Meu dia dura 20h (VINTE HORAS) - um pouco mais até - e ainda assim eu sinto que não tenho tempo para nada! Eu tenho tentado conciliar as coisas... família, amigos, diversão, relacionamento, hobbys, compromissos... mas não tem dado.

Fico com a impressão de que nada do que faço é reconhecido, de que nada acontece como eu gostaria que acontecesse. Como se o mundo começasse a girar, de um instante para o outro, em sentido contrário, me fazendo parecer um idiota correndo contra a multidão.

Então quer saber... Dane-se o mundo! Vou voltar à minha rotina... Com os meus prazos, com os meus compromissos, com os meus reconhecimentos próprios. Porque agi assim por 19 anos e até então funcionou muito bem, e não vai ser agora que isso vai mudar.

Eu sei que em meio ao meu dia eu tive momentos agradáveis ao lado de pessoas realmente fantásticas, e todo esse desabafo não é para nenhuma delas. Mas eu realmente me desapontei com a atitude de alguns hoje...

De fato, expectativas altas geram frustrações, mas chegar ao ponto em que quase toda e qualquer expectativa acaba te frustrando é ir além disso... Não sei mais o que pensar... Talvez o problema esteja apenas em mim...

Sem mais por hoje...
Preciso de um tempo para mim... para poder pensar sem ter medo das críticas.

Até mais, pessoas...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Carta do Eu de Ontem para o Eu de Hoje


Sejamos sinceros, eu assusto às vezes! Mas agora EU me assustei comigo mesmo!

Eu estava revirando alguns textos antigos, me lamuriando por ter parado de escrever (estou tentando voltar, então aguardem...) e de repente achei esta jóia rara reescrita abaixo. Sei que se passou pouco mais de um ano, mas para mim foi algo de um impacto tal que cheguei a me comover.

Bom, é isso... Na época, palavras minhas, para mim mesmo, mas hoje abro-as a vocês também:


"Busco, por meio destas palavras, deixar um recado de mim para mim; do hoje, para o amanhã. E faço-o sob o medo de que o tempo roube-me, não um dia, mas sim dois, três, quatro, uma vida! Uma vida de lembranças, de saudades, pois a mente e o tempo são eternos rivais, amigo. Travam uma eterna batalha surda e muda, na qual este sempre vence. E eis então a razão pela qual eu tive tal iniciativa. Mas se faz necessário ainda deixar claro que esta não é uma ideia propriamente minha. Tive muitas ao longo da vida, é verdade, mas esta, infelizmente, não foi uma delas. Esta eu conheci por meio de um livro, uma narrativa mais interessante pelas reflexões do que pela história narrada. Mas me orgulho em dizer que não foi uma ideia roubada, mas sim aprendia. Por isso, apesar de não citar-lhe o nome, deixo aqui meu sincero agradecimento a este autor que me vendeu tal ideia.

-Apenas mais uma nota antes de começar a narrativa:

Não sei como você está agora, ao ler esta carta, mas espero que esteja feliz. Espero que tenha tido tempo para passear a cavalo, para ver seus pais envelhecerem, seu irmão crescer e espero até que tenha tido tempo para crescer mais um pouco. Espero que tenha conseguido casar-se com uma bela mulher, que tenha tido seus dois filhos tão desejados e receados, que tenha feito a casa que tanto sonhara por tanto, tanto tempo. E mais do que tudo, espero que não tenha esquecido-se de quem você é: um sonhador. Posso dizer hoje, julho de 2009, que orgulho-me do que você se tornou.

1)Morte da Suelen: aprendi a valorizar e respeitar mais o próximo.

2)Desemprego do pai: conheci limitações e aprendi a valorizar mais aquilo que temos.

3)Notícia do fim do tratamento: medo de perder alguém, sentimento de impotência.

4)Bronquite: custei muito a meus pais.

5)Distanciamento de pais e amigos: distanciei-me de todos à minha volta"


Fantástico, não?! Indico que façam também!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Que fim de semana hein!


Sexta, sábado, domingo, segunda e terça em casa! De folga! Descansando....

É isso o que as pessoas costumam esperar de um feriado prolongado: descanso! E foi isso que eu tive do meu... Mas em grande parte, e não por completo.

Um feriado "cotidianamente agitado" seria como eu o descreveria.

Porque, muito embora eu tenha ficado em casa boa parte do tempo, este foi, de fato, um dos fins de semana mais reveladores da minha vida! Vou fazer uma síntese do que me aconteceu:
  1. o notebook que comprei veio quebrado e descobri que terei de esperar por mais de uma semana para que me enviem outro
  2. vi meu irmão ficar histérico
  3. bateram no carro do meu pai
  4. eu passei o fim de semana todo falando com a Line (e esta foi, de longe, a parte mais interessante e 'surpreendente')

EU NÃO VOU CONTAR O QUE FIQUEI SABENDO DELA. Mas é impossível negar que o que ela me disse mudou, E MUITO, minha percepção sobre ela. Ainda continuo achando-a fantástica e excepcionalmente linda, mas agora eu a vejo com outros olhos. E não olhos de dó, piedade, medo ou qualquer coisa assim. Eu apenas a vejo com outros olhos. Como se a parte bonita dela tivesse ficado mais bonita, e não por ter mudado, mas por ter se feito assim, tal como é, mesmo depois de todas essas experiências...

O que eu achei realmente engraçado (e curioso) é que passamos realmente a confiar mais alguém apenas quando percebemos que somos dignos de confiança frente a essa pessoa. E foi isso que ela me fez sentir neste fim de semana. Ela confiou em mim. E agora, mais do que nunca, eu vejo que também posso confiar nela. E que quero confiar nela.

Estamos escrevendo nossa história ainda, mas, depois deste fim de semana, eu quero não só ser a pessoa com quem ela irá dividir o lápis, mas também a pessoa a quem ela vai confiar a borracha... para apagarmos, juntos, alguns rabiscos e reescrevermos as linhas ruins, em linhas boas...

Até a próxima página, people!

sábado, 25 de setembro de 2010

Uma ceia natalina


Há algum tempo que havia abandonado estas letras das minhas páginas. Há algum tempo que havia abandonado estas páginas da minha vida. Mas elas retornaram... Retornaram do âmago mais relutante em mim e vieram correndo aos meus pensamentos. Fizeram-se água. Fizeram-me beber dela, embora não quisesse, embora não pudesse mais. Mas, que culpa tenho se não controlo as gotas d’água que caem do meu céu? Talvez toda a culpa. Acusado por um júri injusto, ausente, onipotente. E o que eu faço? O que faço se nem minha sombra segue-me mais? É como se meus medos perdessem o medo de mim, então se familiarizam, acham-se meus amigos e me acompanham. Não perguntam. Não opinam. Apenas seguem-me. Dou um passo adiante e vejo meus medos, ou os traços deles, desenharem-se por trás de mim... Eu corro. Corro e corro. Mas quanto mais ando, maiores são os traços deles. É como dar vida à luz da esperança, que, diante a um belo pôr-do-sol, é condenada a caminhar para sempre, como se não possuísse o direito de descanso, como se não possuísse o direito de tardar, sendo sempre fadada a fugir das sombras do poente. Palavra engraçada essa. Poente. Mais seria um poeta decadente. Bem como o sol diante à morte do dia, vê-se um livro inteiro, com suas palavras e gravuras, destoando-se de linhas e margens. Um mundo inteiro, por fim, tomado pela negritude da noite.

E nesta noite de hoje... Caramba! Que noite! Que dias tem sido estes?! Não me parece que o natal aproxima-se, não consigo ouvir os sinos de Deus, não consigo ver o cintilar do pisca-pisca, nem a estrela de Maomé. Os anjos? O natal leva os anjos embora. Leva-os de nós sem pedir permissão, leva-os de nós, mas nos deixa embrulhadas, sob o pinheiro seco, embalagens, algumas amarrotadas, outras enquadras ou até bem emolduradas, todas caixinhas de presentes. Eis as lembranças. Ora, o natal é bom! Veja as lembranças! E as bolas vinho tinto? Refletem os olhos da humanidade... Vermelho de choro, escuro, impuro... e se me perguntarem sobre o que acho do natal, direi, sem hesitação, já tenho lembranças de mais sob minha árvore e anjos demais além do meu céu.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Exumação...


Enfim vão exumá-la.

Será a segunda vez, visto que na primeira tentativa a decomposição não atingira nível suficiente. Nada contra exumá-la. Não estive lá da primeira vez e não estarei da segunda. Mas nada contra.
Acho injusto apenas não me darem esse tempo para me despedir...

Marcaram a data. Chamaram alguns poucos íntimos. Decidiram os detalhes. E por fim me avisaram. E como me consideram, não?! Minha opinião sendo sempre requisitada... Faz-me sentir até mais importante assim. Piada.... Absurdo de piada!

Estou frustrado.

Não há palavras em meu vocabulário que melhor o descrevam... Frustrado já basta...

Não sei bem como explicar (e nem me importa que venhas a entender), mas, para mim, é como se ela estivesse indo embora novamente. Como se fosse uma última fotografia, e que de repente se apaga em minhas mãos. E não me deixam sequer dizer 'adeus'! O que esperavam que eu dissesse?!! Tenho razões suficientes para passar pela porta e não voltar por anos... Mas tudo que fiz foi chamá-los de egoístas... E ainda se acham no direito de achar ruim... De fato, "ruim", "péssimo", até...

Que se danem, também! É a filha de vocês?! É também minha irmã, caso não se lembrem mais.... É fácil cobrar piedade do mundo, olhar para si mesmo e dizer que as coisas estão além de seus limites, mas há fatos (gestos, ações) que dependem apenas de nós. E de mais ninguém. E esse foi um caso deles.

Minha irmã morreu há 6 anos. Amanhã abrirão o túmulo dela para terminarem de separar os ossos do que restou da carne pútrida. E não me deram sequer o direito de dizer adeus.

Pra alguém que já perdeu um filho, deveriam ser mais sensíveis quanto aos sentimentos daqueles que restaram.

Amanhã eu sairei pela mesma porta de todos os dias. Mas tenham certeza de que demorarei muito, muito mais para voltar.

Preciso de um tempo pra mim...

sábado, 18 de setembro de 2010

O caso do dono do blog...


- Olá...

- Oi...

- Por favor, você saberia me informar o que aconteceu com o cara que escrevia aqui?

- Aquele cara alto, de cabelo curto e óculos? O meio esquisito?

- Esse mesmo!

- Não... Não faço ideia. Parece que ele tem andado sem tempo, ou algo assim...

- Ele sem tempo?! Besteira! O cara é um vadio total!

- Foi o mesmo que eu disse! Mas me contaram que agora ele está voltando a se ocupar...

- Com o pebolim ou com a cama? rsrs...

- rsrs... Boa... Ele desistiu de tentar carreira no pebolim (pena! ele era um talento nato! :( ) e a parte da cama é injusta... o cara quase não dorme...

- Verdade...

- De qualquer modo, dizem que ele resolveu tomar a iniciativa e virar a página. Ele está participando de dois programas (pesc e pet) e, ao que tudo indica, vai querer voltar a estudar...

- Mas ele não tem tanto tempo livre assim!

- Verdade... é que você me interrompeu, babaca ¬¬ . Anyway, ele vai se mudar para perto da faculdade (adeus Zona Leste \o/ KKK) e então vai passar a dispor de mais tempo livre... Talvez até volte a escrever no blog!

- Hm... Que notícia ótima! Os fãs estavam quase para cometer suicídio!

- Nossa! Não sabia que o blog era tão visitado assim... Achava que só ele olhava...

- Não, não... Muito pelo contrário, o número de seguidores tem aumentado assustadoramente, veja: 3/0 -> infinito

- Nossa! Fantástico hein... ¬¬

sábado, 31 de julho de 2010

Uma Semana, Uma Pessoa e Uma Experiência...


No último sábado (24 de julho) eu, meu pai, minha mãe e meu irmão descemos rumo ao litoral paulista - São Sebastião, sendo mais preciso. E, no dia seguinte, voltamos apenas eu e meu pai, já que minha mãe e meu irmão passariam uma semana por lá.

A princípio, não havia me decidido se voltaria com meu pai ou se ficaria com eles durante a semana. Tamanha foi a indecisão, que apenas me decidi no domingo de manhã. Após de saber que uma amiga da minha mãe iria para lá na terça-feira.

Queria voltar para casa por 3 ou 4 razões:

1) Havia ganhado uma bolsa numa escola de programação e a visita para conhecer a escola havia sido marcada para terça-feira;
2) A ONG com a qual meu grupo do PESC tem projeto enviara-me um email dizendo que encerraria as atividades no final de agosto (e, como sou o representante do meu grupo e intermediador das relações grupo-ONG e grupo- coordenadoria do PESC) precisava contatá-los e tomar alguma posição a respeito do assunto;
3)Queria "experimentar como seria ficar um tempo sozinho durante o dia, para ver o quanto estranharia (já especulando a possibilidade de me mudar para próximo à faculdade)
4)Razões pessoais....

Já as razões por querer ficar eram:

1) Era praia (litoral ao menos);
2) Conseguiria descansar bastante e "curtir" um tempo a mais com meu irmão e mãe;
3) Poderia ficar mais próximo deles e assim "preveni-los" de um possível mal.

Mas, como já dito, as razões para eu voltar acabaram vencendo. E eu voltei. Eu e meu pai, né. Levamos 3h30min para chegarmos em casa - a fila de carros era interminável... Mas chegamos! Vivos e muito bem! \o/ Confesso que logo ao subir a serra já me bateu um aperto no coração por saber que estava deixando minha mãe e meu irmão sozinhos, mas umas das razões (a parte do "pessoais") acabou me convencendo de que isso seria o melhor a fazer, visto a necessidade de aprender a me "desligar" um pouco mais da contínua sensação de insegurança que sinto com relação a entes queridos e pessoas mais próximas.

E, de fato, eu precisava disso. Talvez possa soar como algo egoísta da minha parte (vir para casa com meu pai, deixando mãe e irmão sozinhos), mas isso foi algo que me custou bastante e que só fiz por achar compreensível e necessária. Todavia, a decisão acabou se mostrando ótima. Passei uma semana fantástica!

Neste tempo em que fiquei com meu pai em casa, conversamos sobre bobagens do dia-a-dia, sobre a família, planos e etc., vimos vídeos na internet, rimos juntos (muito), assistimos ao jogo do são paulo e a alguns outros programas de tv. E ainda nos viramos na cozinha... Meu pai fez arroz duas vezes (a primeira queimou um pouco rsrs) e eu fiz frango, bolo (que saiu bom, por sinal! \o/ por mais incrível que possa parecer... rs) e café (duas tentativas, um acerto e outro, ralo - da pia) rs.

Apenas isso já seria algo fantástico, mas teve mais. Acordei cedo durante a semana toda praticamente, cuidei da casa, preparei o almoço algumas vezes, mas - e agora vem a parte realmente lega desde parágrafo - passei a semana inteira conversando! Fosse sozinho ou por meio da internet. Quem me conhece sabe que eu adoro falar sozinho, que isso me relaxa e... ah... o demais não importa =P. Havia outra pessoa, porém, com quem conversei bastante....

Há alguns meses conheci uma pessoa realmente fantástica (a qual não entrarei em detalhes por não saber ao certo quais as pessoas que leem isso ou não - você bem o sabe, não? rs - comentário idiota -.-' ). Anyway, ela é fantástica.... e nesta semana em que passei as manhãs e as tardes sozinho pudemos conversar mais do que nunca... falamos sobre tudo praticamente (exagero de pessoa com sono, rs), ainda assim foi demais poder conversar o que conversamos...

(O sono está a me consumir aqui... E, desculpem, estou erguendo a bandeira de rendição... Contarei-lhes apenas o desfecho, de modo sintético, e então já irei me retirar para "apagar" em minha acolhedora cama, rs.)

Em suma, passei uma semana sem minha mãe e meu irmão aqui em casa. Nesse ínterim acordei cedo, fiz bolo, café e frango \o/; conversei com meu pai, vi vídeos de tv com meu pai, conversei bastante com ele, e conversei bastante também comigo mesmo e com ela *o* Hoje já voltamos do litoral e já na segunda-feira começarão as aulas novamente. Logo nesta mesma segunda haverá reunião com o grupo do PESC (estou organizando ainda), na qual tentarei convencê-los a visitarmos a ONG na quinta-feira e... ah... falo disso no próximo post...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Borboleta Azul...

MINHA BORBOLETA AZUL


Quando pequeno,

Ainda muito, muito pequeno,

Tinha uma borboleta.

Era minha.

Só minha.


Era minha menina.

Toda de um azul celeste.

Azul céu, Azul mar, Azul água.

Azul giz de cera,

Que corre, voa e se encerra

No vago vão das folhas

Velhas.

Amassadas,

Esquecidas,

Perdidas.


Que lembranças tristes!

Que lembranças tristes, meu Deus!

Me traz ela!


Eu era tão feliz, tão completo.

Tinha o mundo e mais um pouco.

Tinha a ela, e tinha a tudo.


Mas, chegado o dia,

Sem sequer um aviso prévio,

Abandonou-me a companhia

E foi-se embora.


Não me dera explicações,

Dissera apenas que era hora

Que hora de ir-se embora.

Partiu então, sem sequer

Dar-me adeus. Deu-me as costas

E disse apenas: Vou-me embora.


Pedi-lhe que ficasse,

Disse-lhe meus medos,

minha solidão.

Declarei-me a ela, como

Um príncipe a uma princesa.

Como um viciado, à sua droga.


Mas nada lhe comovia.

Meu Deus! Como ela era fria!

Chorando, pedi que ficasse.

Disse a ela, que sem ela,

Eu nada seria.


Mas, impassível, ela me disse,

Em voz tenra e muda:

-Amigo, na vida nem tudo se muda

E agora, já se deu minha hora.


E, então, ao fim de sua palavra,

Foi-se, enfim, embora.


Embora...

Embora...

Para sempre: embora.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Goodbye, Folks...


No final do último post, eu disse que havia decidido ir embora. Mas não expliquei muito bem. Pois bem, farei-o agora.

Nestes últimos dias (ou meses, até), eu mudei. Mudei muito. Mudei desde o corte de cabelo até o modo com o qual tenho visto parentes e amigos (e inclusive os meus planos, mas isso explicarei em instantes). Bom, acima de tudo, eu tenho me percebido mais "sozinho". E que se danem se não se importam com isso - relembro, aqui, que as palavras deste blog são palavras minhas... e para mim. Mas não estou me lamentando ao dizer que tenho me sentido sozinho. Não o acho de todo mal. Ao menos não mais. Isso foi apenas algo que me ocorreu. E que acabei notando.

Acontece, porém, que nestes últimos dias tenho dedicado considerável tempo a reflexões sobre mim mesmo, sobre meus planos pessoais e sobre minhas próprias expectativas acerca de mim mesmo. E cheguei à conclusão de que não posso mais ficar.

Já há uns meses que eu circundava a ideia de sair de casa e me mudar para uma pensão ou kitnet próxima à faculdade. Mas sempre acabava me confrontando com os custos da "mudança" e, sobretudo, com o fato de ter que me afastar de meus pais e irmão. E, em menor escala, de amigos e agregados, rs. Mas percebi que isso já não é mais motivo suficiente para que eu fique.

O tempo passa e, junto a ele, as pessoas. As pessoas mudam. E já é chegada a hora de eu mudar também. Sempre apresentei resistência a mudanças (quem bem me conhece o sabe - perdi minha irmã aos meus 12 anos, vendo-a falecer daquilo que eu próprio quase faleci; e isso já é motivo mais do que suficiente para traumatizar alguém e fazê-lo temer "novos abandonos"). Anyway...

Neste presente momento, eu lhes digo (e a mim mesmo) que eu não quero mais ficar aqui. E a razão deste post não se restringe a uma "simples mudança temporária". Se me mudar, tal como quero, será para "sempre". Voltarei apenas para visitas - paulatinamente mais esporádicas....

Bom, é isso... Decidi mudar a página. Até aqui a história foi ótima. Vivi momentos fantásticos e inesquecíveis - ao lado de pessoas fantásticas e inesquecíveis. Mas está na hora de começar um novo capítulo da minha vida, com novos personagens e novas tramas.

Então, por mais que doa, ADEUS...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dente do Ciso, Churrasco e Planos...


Na última sexta-feira (16/07) eu tirei o ciso!

Tomei 3 ou 4 anestesias (acho que eram anestesias.... Se bem que, pensando melhor agora, parece muito... o.õ Anyway...) Tomei 3 ou 4 injeções acima da mandíbula, depois um cara (o denstista, no caso) abriu minha gengiva, furou um pedaço do osso e foi arrancando, de pedaço em pedaço, o maldito dente. Depois de uma hora e vinte minutos, estava curado do problema! \o/
O corte demorou pouco mais de um dia para parar de sangrar e, até o presente momento, não tem doído. Voltarei ao consultório na sexta-feira, pare verificar se já "posso" tirar os pontos (7, ao total).
Bom, esse foi o acontecimento mais... "bizarro" dos últimos dias, os demais foram consequência (ou apenas transcorreram em acordo - comentário idiota xP). Anyway....
Ademais, domingo foi niver do meu avô materno: 80 anos! Eu, meu pai, minha mãe, meu irmão e 1 mol de primos fomos à casa da minha tia, em Poá, comemorar com um churrasco e um bolo. Eu tomei sopa e uns potes de danone, durante o almoço; e comi, a muito sacrifício, o bolo (delicioso, diga-se de passagem xP).

(Este post está ficando uma merda -.-')

Bom, encurtando a história: tirei o ciso há menos de uma semana, "troquei um churrasco por uma sopa", 1/4 da minha gengiva está parecendo uma bola de futebol americano, estou tentando aprender hipnose (tive minha primeira experiência de auto-hipnose ontem - e funcionou!) e resolvi ir embora de casa, no segundo semestre (caso alguns outros fatores transcorram em acordo).

Nas palavras do sábio Perna Longa: "Isso é tudo, pessoal!"

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Anime Friends, Tiro de Arco e Flecha e Mudanças no Blog...


Hoje, pela primeira vez, eu, junto a um amigo da faculdade (Gabriel), fui ao Anime Frieds! E... adorei! =D

Acordei em torno de 8:50 ~9:00, me arrumei, tomei café, tomei chuva (bastante chuva ¬¬) e fui! Encontrei o Gabriel na Estação Carandiru por volta das 11h. E de lá fomos até o local do evento! Na entrada encontrei a Elis! \o/ Conversamos um pouco ^.^ e depois eu e o Gabriel entramos. Ele já havia ido lá neste ano, então me mostrou o local e os stands. Jogamos magic (perdi várias -.-'), mario race (se é que esse é o nome...) no wii!, e fliperama, e strit figher numa daquelas máquinas velhas de shopping, com vários botões e um "câmbio" (ou algo muito semelhante, rs). Mas... fomos também ao.... ARCO E FLECHA! *__* Uma das melhores partes do passeio! É muito legal atirar com aquilo! Fodásticamente, fantástico! Fomos também numa arena em que se luta com armas medievais de brinquedo (katana, cimitarra, lança, etc...). Muito bom esse também! O Gabriel ganhou uma e eu, outra.

Conversamos pra caramba! falamos sobre a vida, sobre política, sobre faculdade, sobre estudos.... (até parece! hauhauhau Conversamos bastante, sim, mas só sobre a vida e sobre umas outras besteiras *************** (censurado).

Já com a Elis, conversamos sobre cálculo, sobre nossos blogs e sobre como moramos longe da face da Terra. =P E ela disse que meu blog estava ficando emo!! O.O Tudo bem, eu entendo... A imensa maioria dos posts até agora foram revoltados ou melancólicos, mas isso não quer dizer que EU esteja virando emo ou revoltado/ melancólico. Vou explicar o porquê dos posts serem assim: Eu escrevo/ escrevia desde pequeno, por hobby, e quase sempre preciso de alguma inspiração para escrever. E quase sempre ela vem de algum romance ou tristeza. E, como eu não tenho escrito por romance, restam apenas os tristes xD

Bom, mas, diante essa "observação" da Elis, resolvi mudar um pouco o estilo do blog e passar a publicar também posts mais casuais - como este -, junto aos demais, mais sérios.

E essa foi a ida de Felipe Fernandes, 19 anos, ao Anime Friends... PELA PRIMEIRA VEZ! rs.... e ano que vem eu vou de novo! \o/ (ou "ele", ne =P)rsrs

terça-feira, 13 de julho de 2010

Egocentrismo, Mês de Julho e Juízos de Valor


Aos infernos, todos!

Começo deixando claro aqui meu atual estado de espírito, quer entendam-no como raiva ou como frustração.

Já nos aproximamos da metade do mês de julho e eu ainda não fiz porra nenhuma de diferente, excetuando-se uma ida ao teatro, no qual um amigo se apresentaria (um passeio que, por sinal, me custou uns aborrecimentos, mas isso não convém agora) e uma "reunião" com mais outros dois amigos... a fim de jogarmos cartas. Em suma foram passeios bons, consegui me divertir e rever pessoas importantes, até conhecer outras também.

Mas é bem menos do que esperava do meus mês de julho...

Estava refletindo sobre isso nestes meus últimos dias de tédio (um oceano) e cheguei a conclusão de que ninguém se importa com porra nenhuma. Nada que não interfira em seu próprio ego ou bolso lhes tem algum valor! Então dane-se se as pessoas que conviveram com você esperam, no mínimo, um alô de você! Dane-se se essa pessoa programou algo pra fazerem no fim de semana e reunir os amigos! Dane-se! (mas apenas se já houver outros compromissos, não é? Apenas se a opção por deixar de vê-los ou de respondê-los não lhes acarretar prejuízo financeiro ou moral) Em qualquer outro caso, simplesmente... "Dane-se!"

As pessoas tem uma maneira estranha de atribuir valor umas às outras, sobretudo aos "vulgo amigos". A sensação que tenho é de que as pessoas apenas se PREOCUPAM com eles de um tal modo e com uma tal intensidade em relação direta à interação social que apresentam atualmente (e que fique claro aqui que agir por preocupação é diferente de agir simplesmente por agir). Sendo mais claro [ou apenas tentando], as pessoas parecem se preocupar apenas com quem ainda lhes pertence ao atual grupo social de que participam, com quem ainda mantém, com certo grau de frequência, algum tipo de interação. Não lhes importando os demais.

O estranho, contudo, é notar que essas mesmas pessoas, que vivem sob um voto mudo de que o "correto" é ser altruísta e pensar no próximo, conseguem esquecer com exuberante rapidez aqueles a quem um dia chamaram de "amigo" ou por quem tiveram um mínimo de consideração sequer. Pense você agora que caos seria se as pessoas mais importantes da sua vida simplesmente deixassem de se preocupar com você.... Chato, não é? É daí que surgem essas "regras sociais", como a citada acima. É o medo da instabilidade, do desamparo, da solidão e da fragilidade que levam-na a imperar o altruísmo como modo correto de agir e de ser, muito embora a natureza do ser humano seja a ambição e a ganância (salvo alguns raros casos excepcionais).

Mas, basta o medo não estar presente no ser humano (agora tratado de modo individualizado) para que este escape das correntes de algumas dessas "leis sociais" e passe a agir de modo natural, sem censurar seus instintos ou desejos mais primitivos. Algumas dessas "regras", ao serem quebradas e perderem sua imagem de intransponíveis, terminam por dar espaços a sociopatas, ladrões, falsários e etc. E desse mesmo modo, podemos estender essa ideia à ganância de uns e à miséria de outros, à estupidez de alguns e ao poder de outros, ao medo de uns e a tirania de outros.

Todos tem o altruísmo como algo moralmente/ politicamente correto. Tanto você quanto eu. mas a mensagem que tento lhes transmitir aqui é a seguinte:

"Como esperamos ser de fato altruístas e caminhar rumo a uma sociedade mais unida e solidária se nos esquecemos até mesmo daqueles que já foram importantes para nós?"

Reflitam...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Amor, Lirismo, Realidade e Vazios...


Pode parecer tolo, infantil, piegas ou qualquer outra característica que melhor lhe convir/ convier (não estou com paciência para procurar no dicionário), mas até o meio do ano passado (não sendo tão fidedigno aos calendários) eu acreditava que era possível encontrar alguém para a vida toda. E eu tentei! Mas errei.

Desde muito pequeno, acreditava nessa ideia. Mas estava errado. E a vida me mostrou isso.

Talvez então, por decepção, frustração ou apenas má sorte, eu tenha me fechado em relação ao mundo. Desistido daquele lirismo infantil no qual, por tanto tempo, acreditei. Hoje não me sinto mais triste nem mais solitário. E que fique dito aqui que isso também não me fez mais feliz nem mais bem acompanhado. O maior problema, contudo, é que venho sentido falta de algo, de algo que ainda não conheci. De algo de que preciso, mas que ainda não sei bem ao certo o que é.

E não se julguem na condição (nem do direito) de quererem acreditar que queira voltar, pois não o quero. Por mais respeito que tenha ao passado, ainda assim prefiro-o (este, pelo menos), do tal modo como se encontra: frio e morto.

Mas bem é verdade que tenho sentido um novo vazio. Havia perdido o interesse e a crença nas pessoas, até no brilho da vida. Fiz tantos planos, criei tantas expectativas. Ambições tão grandes, mas que ruíram com o passar do tempo. É... talvez o principal réu do meu atual estado seja a frustração.

De qualquer modo, aconteceu algo nos últimos dias. Algo que me fez acreditar que a vida talvez tenha alguma graça ainda. Acredito que apenas eu saiba o quão infantil (e que se entenda "inocente" aqui) isso possa parecer, mas eu conheci uma garota. Uma garota fantástica! Que não é nem mais bela, nem mais inteligente do que as outras garotas que já conheci, mas que foi a única que me tocou de tal modo a se tornar especial.

Mal sei seu o nome. Não conheço seus gostos. Não sei onde mora. Não conheço suas histórias. Nem seus medos. Mas adoraria descobri-los.

Costumava acreditar, quando pequeno, que o Amor era um precipício entre o devaneio e a realidade, mas hoje, depois de tantos anos, começo a aprender que talvez ele possa ser mais real que ilusório. Que dúvidas e vazios não são mais que espaços a serem ocupados; e perguntas, a serem respondidas.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fotografias


Há seis anos minha irmã morreu.

Nunca gostei de tirar fotos, talvez por não me achar fotogênico ou algo assim. Mas desde sua morte passei a ver as fotografias com outros olhos.

Na Idade Média havia quem achasse que uma fotografia detinha o poder de aprisionar a alma de alguém no papel impresso. Hoje há quem ache isso tolice. Mas não o é. Não por completo.

Acredito que uma fotografia grava mais que apenas imagens, grava sensações. Ela captura detalhes ao ar que nós mesmos não constatamos, embora estejamos ali, sorrindo, fazendo pose, esperando o flash para podermos voltar ao que fazíamos até então. A fotografia rouba de nós uma parcela daquele momento, com parte de seus gostos, de suas expectativas. E então, quando consultadas noutro momento, devolvem-na temperada com saudade e uns traços de decepção. Decepção por termos vivido um momento tão completo como aquele, e já termos perdido tantos detalhes.

Nossa memória, por vezes, mata alguns de nossos antepassados - amigos ou parente -, sem que sequer percebamos. Mas, por vezes também, deparamo-nos com uma fotografia, esquecida, perdida ou até mesmo abandonada entre as folhas de um livro velho qualquer, e eis então que esta fotografia nos revive algumas pessoas das quais sequer nos lembrávamos mais. E é então que somos golpeados pela lâmina da culpa. Culpa por termos nos esquecidos de momentos tão bons, de pessoas tão fantásticas, das quais juraríamos jamais esquecer.

Isso aconteceu comigo. Gostaria de dizer que é apenas mais um pedaço de papel. Que aquilo não é mais do que deveria ser, mas estaria mentindo. Aquilo é parte da minha vida, parte do meu passado, parte das minhas expectativas, medos e crenças.

Mais do que isso tudo. Essa fotografia veio me lembrar a real razão por eu ter me livrado de todas as demais....

A saudade é um veneno, e o esquecimento não é mais que um antigo cúmplice.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Solidão, Vida, Suicídio e Um Elo




Sozinho...

Naquele instante, isso era mais do que apenas uma palavra. Mais até do que aquele sentimento conhecido por todos. Era algo novo. Um vazio maior. Mais fundo. Mais pesado. Era como se, num dado instante, algo tivesse se rompido entre mim e o restante do mundo. Um elo. Anônimo. Desconhecido. Como se uma parte minha houvesse se perdido nas minhas sombras mais negras.

Mas, nem só por isso o mundo mudara sua trajetória. As pessoas davam continuidade a suas rotinas. As meninas brincavam... Os garotos brincavam... As mulheres amavam... As cores eram as mesmas... Os cheiros... Os sabores... A luz sobre as flores.... O movimento da grama ao vento... A vida mantinha, de um modo singular - e talvez até inexplicável - sua magnitude única. Esplêndida. Mas não para mim.

Dizem que ninguém chega a saber a verdadeira razão pela qual alguém se suicida, que é muito mais prático para ele expor as causas fáceis do que as reais.

Tenho muito a perder ainda. Não sou suicida (embora ainda que o fosse, dissesse o mesmo). Mas posso dizer, com uns poucos traços de dúvida apenas, que começo a entendê-los.

Não há tanto a se perder quando já se perderam os gostos da vida.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Primeira Linha: Eu e O Mundo (I)



"Um incrível paradoxo". Isso seria Eu no Mundo.


Deixe-me que me explique. Começarei discutindo dois aspectos:



I)O que o Mundo é para você?

Para mim, o Mundo é uma porção, apenas, de algo maior, algo abstrato, sem certo ou errado, sem verdade ou mentira. É, para mim, apenas uma pequena parte de conjunto maior de pessoas e fatos que me cabem nos olhos. Sejam estes os das retinas ou das lembranças. Lembranças... (fica aqui a indicação para um próximo post). Não são todos que cabem no Meu Mundo, assim como não é tudo que me pode ser lembrado. Mas isso não é culpa minha. Se quiser culpar alguém, culpe à vida por não me fazer lembrar de tudo.

Vendo as coisas por esse ângulo, então, seria natural compreender quando digo "Meu Mundo" ou "Seu Mundo". E quantos mundos existem? Tantos quantos você puder enxergar.


II)O que sou Eu no Mundo?

Esta é uma pergunta interessante. Por vezes a faço a mim mesmo, ainda que nas entre-linhas dos meus pensamentos mais soturnos. E quantas respostas já obtive! Acontece que, por uma razão ou por outra, sempre acabo levando-me a vias de solidão e niilismo. A solidão é, de fato, o mártir de quem reconhece a importância das outras pessoas. Mas parece haver, às vezes, um elo de casualidade entre esses dois aspectos - a consideração de um pelo outro, e a desconsideração como resposta primeira. Deve ser mais uma das tantas galhofas da vida.

Voltando ao tema em questão, partamos do princípio de que toda e qualquer opinião é pessoal e, portanto, subjetiva. Assim, sou, para mim, quem eu quero que seja. Quanto às demais opiniões, ao inferno!



Agora, às considerações...


O Início...




É difícil escolher as primeiras palavras a iniciar um texto, seja ele qual for. Ainda mais para mim, que sempre levei a sério estas tramas.

Contudo, não quero ter de me subjugar a estar formalidades. Ao menos não aqui. Então não esperem destes textos a beleza e a profundidade que encontraram, noutrora, nos demais. Não me darei a tapas.

Fica, porém, meu compromisso - não com vocês, mas sim comigo mesmo - de ser o mais sincero e plácido possível.

Buscarei fazer, deste espaço, meu arcabouço e refúgio. Um espaço meu, feito por mim e para mim.

Sendo assim, inicio aqui as primeiras linhas das muitas que virão.