terça-feira, 6 de julho de 2010

Amor, Lirismo, Realidade e Vazios...


Pode parecer tolo, infantil, piegas ou qualquer outra característica que melhor lhe convir/ convier (não estou com paciência para procurar no dicionário), mas até o meio do ano passado (não sendo tão fidedigno aos calendários) eu acreditava que era possível encontrar alguém para a vida toda. E eu tentei! Mas errei.

Desde muito pequeno, acreditava nessa ideia. Mas estava errado. E a vida me mostrou isso.

Talvez então, por decepção, frustração ou apenas má sorte, eu tenha me fechado em relação ao mundo. Desistido daquele lirismo infantil no qual, por tanto tempo, acreditei. Hoje não me sinto mais triste nem mais solitário. E que fique dito aqui que isso também não me fez mais feliz nem mais bem acompanhado. O maior problema, contudo, é que venho sentido falta de algo, de algo que ainda não conheci. De algo de que preciso, mas que ainda não sei bem ao certo o que é.

E não se julguem na condição (nem do direito) de quererem acreditar que queira voltar, pois não o quero. Por mais respeito que tenha ao passado, ainda assim prefiro-o (este, pelo menos), do tal modo como se encontra: frio e morto.

Mas bem é verdade que tenho sentido um novo vazio. Havia perdido o interesse e a crença nas pessoas, até no brilho da vida. Fiz tantos planos, criei tantas expectativas. Ambições tão grandes, mas que ruíram com o passar do tempo. É... talvez o principal réu do meu atual estado seja a frustração.

De qualquer modo, aconteceu algo nos últimos dias. Algo que me fez acreditar que a vida talvez tenha alguma graça ainda. Acredito que apenas eu saiba o quão infantil (e que se entenda "inocente" aqui) isso possa parecer, mas eu conheci uma garota. Uma garota fantástica! Que não é nem mais bela, nem mais inteligente do que as outras garotas que já conheci, mas que foi a única que me tocou de tal modo a se tornar especial.

Mal sei seu o nome. Não conheço seus gostos. Não sei onde mora. Não conheço suas histórias. Nem seus medos. Mas adoraria descobri-los.

Costumava acreditar, quando pequeno, que o Amor era um precipício entre o devaneio e a realidade, mas hoje, depois de tantos anos, começo a aprender que talvez ele possa ser mais real que ilusório. Que dúvidas e vazios não são mais que espaços a serem ocupados; e perguntas, a serem respondidas.

3 comentários:

  1. nossa, vc tah amando...*.*
    uahuahuahuahuahauh
    ahh como vc consegue escrever bonito assim, seu chatooo
    beijos

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  2. rsrs...

    Não sei se seria certo dizer 'amando'... Eu mal a conheci direito... o.õ

    rsrs

    Ah.. eu escrevo desde pequeno, como hooby... Desenhava também, mas fui parando... e hoje só consigo fazer uns rabiscos :/

    Mas obrigado por dizer que ficou bonito! ^.^ Pelo teu último scrap sobre o blog, achei que não tivesse gostado =S

    rsrs

    Bjo! ;*

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